terça-feira, 10 de abril de 2012

SEXO SEGURO III


Será que estou pronto (a) para minha primeira transa?
Talvez você já tenha se perguntado alguma vez se estava ou não preparado (a) para o sexo.
Caso você esteja seguro (a) para responder a estas perguntas, então vá em frente, mas se você tiver alguma dúvida, vale dar um tempo e analisar se realmente é a hora.

  • O que você sabe sobre sexo?
  • O que você sabe sobre gravidez?
  • Você conhece métodos que permitem evitar uma gravidez?
  • E se conhece, sabe se pode utilizá-los e como devem ser utilizados?
  • O que você sabe sobre doenças sexualmente transmissíveis e AIDS?
  • Você sabe como se proteger de uma DST ou da AIDS?
  • Você se sente capaz de negociar com seu parceiro (a), a utilização da camisinha?
  • Você adiaria a relação, caso o seu parceiro (a) se recusasse a usar alguma forma de prevenção?
  • De que maneira o fato de ter relações sexuais na sua idade se encaixa nos seus valores pessoais?
  • De que maneira o fato de ter relações sexuais na sua idade se encaixa nos valores da sua família, cultura e religião?
  • Você respeita seu (sua) parceiro (a) e confia nele (a)?
  • Você se sente respeitado (a) por seu parceiro (a) e acha que ele confia em você?
  • Você e seu parceiro (a) se sentem pressionados para ter relações sexuais?
  • Por quê?
  • Como você e seu (sua) parceiro (a) fariam caso a relação sexual resultasse em uma gravidez ou uma DST/AIDS?
  • Até que ponto você conhece seu (sua) parceiro (a) e sabe o que ele realmente espera de um relacionamento sexual?
  • Até que ponto seu (sua) parceiro (a) conhece você e sabe o que você realmente espera de um relacionamento sexual?
Você deve estar achando que estamos complicando demais as coisas, e que para fazer sexo não precisa de tanta coisa assim, e que se for fazer tanta reflexão e pergunta, acaba não rolando legal ou a gente acaba até desistindo.
Talvez este seja o sentimento que deveríamos ter, porque se não temos certeza destas respostas então o sexo pode nos trazer surpresas desagradáveis, e o que poderia ser um ato e uma lembrança prazerosa acaba virando um pesadelo se a situação fugir do controle.
Não há nada de errado em adiar por algum tempo uma relação sexual caso você não se sinta preparado (a). Você tem todo o direito de decidir se é ou não é a hora, e não precisa ter sentimentos de culpa pela sua decisão.
Talvez você não esteja preparado (a) emocionalmente, talvez a prática do sexo não esteja de acordo com seus valores pessoais, com sua crença religiosa ou cultural.
Talvez você precise de mais papo com seu parceiro (a) ou com alguém que entenda do assunto, talvez vocês precisem de maiores informações sobre sexualidade.
Talvez você precise menos da pressão dos amigos e mais da segurança e certeza do que quer.
Lembre-se: "Ter uma relação sexual pela primeira vez, ou pela primeira vez com um novo parceiro, pode ser uma experiência maravilhosa, mas só se você estiver preparado (a), seguro (a) e protegido (a)".

PROGRAMA ATO

SEXO SEGURO II



Projetos para o futuro
Você tem planos para seu futuro?
O que você anda fazendo hoje, para que seus maiores sonhos se realizem?
Pois é, a gente nem sempre lembra que esses planos precisam de um investimento, que muitas vezes exige longo tempo e trabalho, sacrifícios e renúncias.
Mas você deve estar achando este papo careta demais.
Pois então vamos lá!
Quem já não sonhou em se formar e ter uma profissão que traga muita satisfação e compensação financeira.
Querer ter um bom trabalho e grana suficiente para curtir o que se gosta no futuro, envolve um certo investimento agora mesmo, e não há tempo a perder.
É verdade, estas coisas não vêm de graça, e normalmente quem tem sucesso profissional e pessoal, batalhou um bocado por isso.
A maioria das pessoas que se deram bem na vida, lutou com muito esforço e dedicação, por muito tempo, para conquistar o que tem hoje.
Então, será que não está na hora de você começar a trabalhar para seu futuro de sucesso.
Responda com sinceridade a estas perguntas e avalie se você está no caminho certo. Ainda há tempo de corrigir o rumo que você está tomando.

  • O que você deseja para seu futuro?
  • Como você se vê daqui a 20 anos?
  • Quais os passos que você esta dando hoje para alcançar seu projeto de futuro?
  • O que pode atrapalhar seus objetivos?
  • Você consegue se afastar do que atrapalha seus objetivos?
  • Quais as correções de rumo você pode começar agora para acertar o passo e chegar lá?
  • Quanto você deixa que os outros interfiram na sua vida?
  • Você sabe impor limites para você e para os outros?
  • Você abre mão de coisas supérfluas para guardar alguma grana e investir em você?
  • Você cuida da sua saúde fazendo exercícios físicos, alimentando-se corretamente, não usando drogas, não se expondo ao risco de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS além de proteger-se de uma gravidez não planejada?
  • Você se dedica aos estudos e se preocupa com seus resultados na escola?
  • Você respeita as regras e normas dos locais onde você está?
  • Você trata com respeito seus pais, professores, autoridades, idosos e estranhos?
  • Você sabe agradecer um favor prestado?
  • Você é solidário com os menos favorecidos e respeita todos os seres humanos independente de sexo, cor, raça, religião ou orientação sexual?
  • Você desiste rápido quando algo não dá certo, ou é persistente e tenta novamente até acertar?
Pois bem, sua vida depende das escolhas que você faz, e portanto, vale pensar no que você quer para seu futuro e trabalhar com garra para chegar lá, mesmo que dificuldades apareçam, elas não podem desanimá-lo, mas servir de estímulo para tentar novamente.
Você é capaz!

SEXO SEGURO I


100 Motivos para não sair de casa sem camisinha

  1. Porque eu não quero correr riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis
  2. Porque é a única maneira de se proteger das DST/AIDS
  3. Porque eu quero sexo seguro
  4. Porque eu não quero uma gravidez fora de hora
  5. Porque eu sou uma pessoa responsável com a minha saúde
  6. Porque eu me gosto
  7. Porque eu me cuido
  8. Porque eu me amo
  9. Porque tenho boa auto estima
  10. Porque eu amo minha/meu parceiro
  11. Porque eu não quero correr risco de chegar na hora e ele/ela não ter camisinha
  12. Porque sou uma pessoa esclarecida
  13. Porque sou uma pessoa descolada
  14. Porque acho a camisinha super legal
  15. Porque tem que usar de qualquer jeito
  16. Porque não transo sem ela
  17. Porque tenho consciência
  18. Porque não quero perder a oportunidade de transar por falta de camisinha
  19. Porque sou inteligente
  20. Porque curto a vida
  21. Porque quero ter liberdade de escolha
  22. Porque não deixo para os outros a responsabilidade de fazer prevenção
  23. Porque sei que é importante
  24. Porque não quero ser pai agora
  25. Porque não quero ser mãe agora
  26. Porque é tudo de bom
  27. Porque eu gosto
  28. Porque assim não tem desculpa pra não usar
  29. Porque acho legal mostrar para meu parceiro/parceira que sou uma pessoa que se cuida
  30. Porque sexo, em muitas ocasiões, é difícil de se adiar, mas só se for com camisinha
  31. Para não perder oportunidade
  32. Porque sou prevenido
  33. Porque é o melhor remédio para evitar dores de cabeça futuras
  34. Porque me sinto mais livre para tomar decisão de transar
  35. Porque não gosto de depender dos outros
  36. Porque não acredito que AIDS é coisa que só os outros pegam
  37. Porque tenho medo de doenças
  38. Porque o sexo fica mais gostoso com prevenção
  39. Porque todo mundo deve usar
  40. Porque não quero ser o único que não se cuida
  41. Porque sou moderno
  42. Porque sou legal
  43. Porque sou bacana
  44. Porque sou uma pessoa interessante
  45. Porque as garotas não resistem ao me ver
  46. Porque os garotos não resistem ao meu charme
  47. Porque pode rolar uma química a qualquer hora
  48. Porque não deixo para depois o que posso fazer agora
  49. Porque sexo é coisa séria
  50. Porque posso me divertir com segurança
  51. Porque não atrapalha o prazer
  52. Porque gosto de impressionar
  53. Porque aprendi com meu pai que sabe o que fala
  54. Porque é a maneira mais legal de demonstrar carinho pelo parceiro/parceira
  55. Porque tenho consideração pelos outros
  56. Porque estou sempre preparado para o que der e vier
  57. Porque AIDS não tem cara
  58. Porque não conheço a saúde de meu/minha parceira
  59. Porque é o que é certo fazer
  60. Porque é legal surpreender o meu parceiro/parceira
  61. Porque não quero me expor a riscos desnecessários
  62. Porque sexo é muito bom e com segurança melhor ainda
  63. Porque sem camisinha não rola
  64. Porque ela é minha companheira inseparável
  65. Porque sei de seus benefícios
  66. Porque posso aproveitar mais o sexo
  67. Porque não tenho vergonha de usar
  68. Porque não tenho preconceito
  69. Porque não quero pedir para o outro colocar
  70. Porque sem ela não vivo
  71. Porque com ela posso viver mais
  72. Porque com ela garanto a minha saúde
  73. Porque com ela fico livre de preocupações
  74. Porque sou esperto
  75. Porque sou saudável
  76. Porque estou antenado nas coisas
  77. Porque ela me dá poder de decisão
  78. Porque com ela tenho autonomia
  79. Porque sem ela nem pensar
  80. Porque ela nem me atrapalha
  81. Porque ela é discreta
  82. Porque é muito fácil de usar
  83. Porque até na hora de colocar dá para brincar
  84. Porque assim to sempre pronto para a festa
  85. Porque eu quero que aconteça de forma segura
  86. Porque sexo só com camisinha
  87. Porque não tá com nada não se cuidar
  88. Porque é careta não usar camisinha
  89. Porque simplesmente amo minha vida e a do próximo
  90. Porque é o que tem que ser feito
  91. Porque nunca sei quando o sexo pode rolar
  92. Porque curto o prazer
  93. Porque aumenta o prazer
  94. Porque o sexo dura mais tempo
  95. Porque é seguro antes, durante e depois
  96. Porque tem baixo custo
  97. Porque é de fácil acesso
  98. Porque sou cabeça
  99. Porque é a minha vida
  100. Porque milhões de pessoas não usaram e estão doentes!!!

Sexualidade – Perguntas e Respostas I

Sexualidade – Perguntas e Respostas


Nunca fui ao ginecologista até hoje (tenho 15 anos), enquanto a maioria das minhas amigas já foi várias vezes. Devo esperar que minha mãe toque no assunto ou digo e ela que quero ir?

O melhor é enfrentar a situação e expor claramente para sua mãe que você já menstrua e que gostaria de ouvir os conselhos de um ginecologista sobre sua saúde. O único risco é ela achar que você quer ir ao médico porque está transando com alguém e ficar no seu pé. Se isso ocorrer, acalme-a, deixe as coisas voltarem ao normal e mais tarde volte ao ponto. Mais cedo ou mais tarde ela acabará concordando, e mais para a frente você poderá ir sozinha ao ginecologista.

Outro dia transei com meu namorado e no final a camisinha saiu do pênis dele, ficando dentro da minha vagina. Ao tirá-la o sêmen ainda estava no interior, tendo ocorrido talvez um pequeno vazamento, e por isso tomei a pílula do dia seguinte no espaço de 24 horas. Existe possibilidade de eu engravidar?

A camisinha deve ter saído porque seu namorado talvez tenha demorado demais para retirar o pênis após a ejaculação. Nessa situação, o membro masculino perde rigidez e tamanho e a camisinha fica folgada, podendo desprender-se. Quanto à contracepção de emergência (nome correto para a pílula do dia seguinte), sempre que utilizada no período certo ela é bastante confiável, apresentando índice de eficácia ao redor de 75% a 85%, segundo estudos da Organização Mundial da Saúde. Assim, é bem possível que você não tenha engravidado dessa vez. Mas lembre-se de consultar um ginecologista para receber a indicação correta sobre os métodos contraceptivos.

Qual é o melhor momento de uma menina visitar pela primeira vez um ginecologista?

As ocasiões mais adequadas são, logo depois da primeira menstruação, antes da primeira relação sexual, ou imediatamente após esta. Assim, ela pode ter informações corretas sobre cólicas, tensão pré-menstrual, corrimentos e métodos contraceptivos, e já começa a estabelecer uma relação de confiança com seu médico, muito importante para sua saúde futura.

O que acontece na consulta inicial com um ginecologista?

O procedimento se inicia com um exame clínico geral e o exame das mamas, seguido do exame ginecológico completo - caso a garota já mantenha relações sexuais e esteja à vontade. Ele consiste de uma avaliação externa (vulva) e de um exame interno, no qual é utilizado o especulo, aparelho para que o médico possa visualizar em detalhes o interior da vagina e o colo do útero, ocasião em que pode ser colhido material para o exame Papanicolaou (prevenção do câncer de colo de útero) e em seguida (usando luva descartável) é feito o toque vaginal, no qual o ginecologista introduz dois dedos na vagina e com a outra mão sobre a barriga, procura identificar as estruturas da pelve (útero e ovário) conferindo suas formas, tamanho, mobilidade e ocorrência ou não de dor.

Se a menina ainda for virgem, como é feito o exame ginecológico? Ela pode ir ao médico sozinha se tiver menos de 18 anos?

Caso haja a necessidade de exame ginecológico, é possível realizá-lo com especulo apropriado para virgem, bem como também se for necessário o toque será feito via retal. Com relação à idade, não há nenhum impedimento da garota apresentar-se sozinha ao ginecologista.

Os resultados do exame ginecológico, inclusive se a garota não é mais virgem, podem ser comunicados aos pais dela?

Segundo o código de ética médica, é proibido ao ginecologista divulgar informações do exame de uma paciente menor de idade, mesmo a seus pais ou responsáveis. As únicas exceções é se isso puder causar danos a ela ou se a paciente der sua autorização.

No que consiste o exame Papanicolaou?

É um exame totalmente indolor, no qual são coletadas células do colo uterino para análise no microscópio, visando detectar a presença de células pré-cancerosas. Em caso positivo, pode ser iniciado imediatamente um tratamento precoce que aumenta as possibilidades de cura da paciente. Deve ser feito periodicamente por todas as mulheres que já iniciaram sua atividade sexual.

Qual o melhor momento de fazer uma ultra-sonografia?

O ideal é realizá-la entre o sexto e o décimo dia do ciclo menstrual, quando os órgãos da pelve estão pouco alterados pela ação dos hormônios do ciclo. A exceção é se a garota estiver sentindo dor pélvica ou tiver suspeita de estar grávida, ou ainda, se houver alguma necessidade especial de avaliar um período específico do ciclo menstrual.

Qual o melhor tipo de teste de gravidez?

É o chamado ß-HCG (ou Beta-HCG), que pode ser feito assim que houver atraso na menstruação, e age por meio da detecção do hormônio "gonadotrofina coriônica", presente só no organismo das grávidas.

A garota que deseja engravidar deve fazer quais exames?

Toda garota que deseja engravidar deveria fazer exames para detecção de HIV, sífilis, hepatite A, B e C, diabetes, mononucleose, rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus, além de hemograma completo e tipagem sangüínea e, adicionalmente deve fazer um exame para detecção de infecção das vias urinárias e parasitas intestinais.



Tive relação sexual 3 vezes com três meninos, o primeiro penetrou pouco o pênis e eu não sangrei. Com o segundo aconteceu a mesma coisa e com o terceiro houve total penetração e também não sangrou. Com qual deles há mais probabilidade de eu ter perdido a virgindade, já que nem sempre há sangramento na primeira vez?

Primeiro é importante deixar claro que o conceito de virgindade tem a ver com ter ou não ter tido relações sexuais, sejam elas vaginais, orais ou anais, e não propriamente com a ruptura ou não do hímen, que é uma membrana fina e elástica, cedendo à passagem de um dedo, um absorvente interno, um espéculo pequeno ou até mesmo um pênis. Portanto, para que haja a perda da "virgindade", não precisa haver sangramento, dor ou até penetração, mas simplesmente contato sexual com ou sem penetração Portanto, você perdeu a virgindade quando teve seu primeiro contato sexual e este contato você é que pode dizer melhor com quem foi. Acho somente importante lembrar que quando se tem relações sexuais, existe risco de gravidez e das DST/AIDS, portanto, vale consultar um médico, para junto com ele escolher um método contraceptivo seguro, além do que, o uso da camisinha é fundamental, a todas as relações, para a proteção não só da gravidez, mas também das DST/AIDS.


Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

Fonte: Equipe Programa Ato - Bayer HealthCare Pharmaceuticals

PET, para que te quero?


PET, para que te quero?

Conheça as vantagens e desvantagens desse material comum em garrafas de bebidas
No laboratório do Sr. Q - 17-02-2012

Não precisa procurar muito, pois é bem fácil encontrá-lo: o PET – sigla para polietileno tereftalato – é usado na fabricação de uma porção de coisas, como garrafas de refrigerantes, águas, sucos, óleos comestíveis, medicamentos, produtos de higiene e limpeza, cosméticos e fibras têxteis. Mas você tem ideia do que é esse composto presente em produtos tão diferentes?
Resposta: um polímero termoplástico. Diz-se “polímero” porque o PET é formado por moléculas muito grandes produzidas pela união de muitas moléculas de um composto menor, o etileno tereftalato. Já o “termoplástico” quer dizer que pode ser derretido e solidificado diversas vezes – assim como vidro, ferro e alumínio –, o que torna possível sua reciclagem.

A quantidade de PET consumida pelo Brasil (521 mil toneladas) seria suficiente para fabricar 11 bilhões de garrafas de 2 litros (Foto: ntr23 / Flickr)

O PET foi descoberto pelos químicos ingleses John Rex Whinfield e James Tennant Dickson em 1941. Após a descoberta, eles conseguiram produzir fibras de PET para substituir o algodão, o linho e a lã, que estavam em falta devido ao desabastecimento provocado pela Segunda Guerra Mundial.

A fibra de PET foi lançada no mercado pela indústria ICI com o nome de Terylene. Depois, outras indústrias começaram a produzir a fibra com os nomes diferentes. Mas, apesar de ter alcançado grande popularidade entre os anos 1950 e 1970, o uso atual de fibras têxteis 100% PET é restrito a determinadas aplicações, como a confecção de uniformes esportivos, por exemplo. É muito mais comum o uso de fibras mistas de algodão e PET – o tecido identificado nas etiquetas como contendo poliéster.

Na fabricação de embalagens, o PET revolucionou o mercado da produção de garrafas a partir dos anos de 1970, com a invenção do processo de injeção e sopro , no qual o PET derretido é soprado para dentro de um molde, adquirindo a forma desejada quando resfria. No Brasil, as embalagens feitas de PET começaram a ser usadas em 1988. O sucesso em todo o mundo foi grande, pois esse tipo de embalagem apresenta várias vantagens: são transparentes, inquebráveis, impermeáveis e leves, o que diminui o custo de transporte do produto.

As embalagens PET descartadas geram um grande problema ambiental, uma vez que demoram mais de 100 anos para decompor (Foto: Horia Varlan / Flickr)
Por outro lado, há desvantagens. As matérias primas usadas na produção do PET são derivadas do petróleo, sendo, por isso, consideradas matérias primas não renováveis. Além disso, as embalagens descartadas no lixo geram um grande problema ambiental, uma vez que demoram mais de 100 anos para decompor. Por isso, há um grande estímulo para a reciclagem deste material.

No Brasil, reciclamos 51% das garrafas utilizadas, o que nos coloca em segundo lugar entre os países que mais reciclam este tipo de material, atrás apenas do Japão. O PET reciclado é usado principalmente para a fabricação de cordas, fios de costura e cerdas de vassouras e escovas.

Sempre que você for descartar uma garrafa PET, lembre-se de jogá-la numa lixeira que faça coleta seletiva de lixo e encaminhe o material para reciclagem (Foto: AnaElisa / Flickr)

Se você quiser ajudar a aumentar ainda mais a reciclagem do PET, é fácil: procure cestos de coleta seletiva de plásticos, geralmente na cor vermelha, e coloque suas garrafas vazias lá! O meio ambiente agradece…

Joab Trajano Silva, Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro


Desde criança, o autor da coluna No laboratório do Sr. Q pensava em ser biólogo. Mas, enquanto cursava a faculdade, descobriu que precisava de conhecimentos químicos para entender como os seres vivos funcionam. Juntou as duas coisas e foi ser bioquímico.


Fóssil de chuva?!


Fóssil de chuva?!

O que contam as marcas deixadas por gotas d’água que caíram do céu há bilhões de anos

Notícias - 09-04-2012

De fóssil de dinossauro, mamute e planta pré-histórica você já pode ter ouvido falar. Mas já viu por aí algum fóssil de gota de chuva? Pois vamos esclarecer esse assunto!

Chuvas que aconteceram há milhões de anos deixaram suas marcas em rochas e podem, hoje, oferecer pistas preciosas sobre como a Terra era no passado. Porém, o termo “fóssil” não é o mais apropriado para descrever essas marcas, já que elas têm origem orgânica, como os fósseis de animais e vegetais.


As marcas deixadas pelas gotas de chuva podem dizer muito sobre o passado do nosso planeta e até ajudar na busca por vida fora da Terra (Foto: Wlady Altermann / Universidade de Pretoria)

De qualquer forma, essas marcas têm muita história para contar! E vamos começar contando como elas ficam gravadas para a posteridade…

“Para que as gotas de chuva pudessem se preservar, precisam ter caído em um sedimento mais fino, como as argilas”, explica o geólogo Ismar de Souza Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Não é em qualquer argila, porém, que a chuva deixa marcas. Para que o registro fique, a argila não pode ser nem muito mole e nem muito dura. A chuva, por sua vez, não pode ser intensa demais, pois transformaria a argila em lama, acabando com as marcas das gotas.

Quando preservados, esses “fósseis” de gotas de chuva podem dizer muito sobre o passado do planeta. O pesquisador Sanjoy Som, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, por exemplo, encontrou pistas sobre como era a atmosfera há bilhões de anos.

“Até então, a medição mais antiga da pressão do ar era de 1644, quando Evangelista Torricelli inventou o barômetro. Já com os fósseis de gotas de chuva, pudemos cacular qual era a pressão do ar 2,7 bilhões de anos atrás”, conta o cientista.

Ele explica, também, que as gotas de chuva caídas aqui na Terra podem ajudar a encontrar vida fora do nosso planeta. “Conhecer outra composição do ar de um planeta habitável, diferente da que nós temos hoje, irá ajudar os cientistas na busca por outros planetas habitáveis fora do nosso sistema solar”, diz.



Fernanda Turino, repórter da CHC impressa e online


Jogo desigual


Jogo desigual

Estudo revela que as dificuldades de universitários egressos da rede pública não se resumem ao vestibular e acompanham os estudantes por toda a graduação. Pesquisadora defende formação contínua de professores e uma atenção diferenciada a esses alunos.

Por: Rafael Foltram

Publicado em 28/02/2012 | Atualizado em 28/02/2012


Segundo educadora, o professor precisa conhecer o passado acadêmico – muitas vezes defasado – do aluno para conseguir suprir a dificuldade de cada um individualmente. (foto: Bernardo Barlach/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)

A permanência de estudantes em cursos de graduação de universidades de ponta depende de diversos fatores, como condição financeira, apoio familiar, envolvimento social, dedicação, além de interesse e satisfação pelo curso escolhido. Novos estudos, porém, apontam a importância de outro elemento: a procedência escolar.

Alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas enfrentam mais problemas e têm chances maiores de deixar o curso precocemente ou passar por dificuldades críticas

De acordo com pesquisa desenvolvida por Valéria Cordeiro Fernandes Belletati em seu doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas enfrentam mais problemas e têm chances maiores de deixar o curso precocemente ou passar por dificuldades críticas, que vão desde falta de tempo até o desempenho insuficiente.

Em maio de 2009, Belletati entrevistou 42 alunos ingressantes, 10 futuros biólogos, 11 do curso de licenciatura em física e 21 de letras – todos da USP, que, desde 2006, possui ferramentas para facilitar o ingresso de alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas – por meio do Programa de Inclusão Social e do Programa de Avaliação Seriada, o estudante pode ter um bônus de até 15% em sua nota do vestibular.

Os três cursos foram escolhidos por serem de média seletividade, representar áreas distintas do conhecimento e “por terem altos índices de evasão geral no semestre de ingresso e altos números absolutos de ingressantes de escola pública”, justifica a pesquisadora.

O questionário incluía perguntas pessoais sobre os ingressantes, como idade, trabalho, procedência escolar, tempo gasto para chegar à USP, preparo em cursinho pré-vestibular e uso de bolsa de estudos. Além disso, os estudantes consultados tinham espaço para relatar suas dificuldades iniciais, relacionamento com colegas e professores, desempenho pessoal e satisfação com as aulas e com o curso escolhido.

Ao fim do primeiro semestre de 2010, a educadora voltou a entrevistá-los. “Retomei contato apenas com os alunos participantes que haviam cursado todo o ensino médio não profissionalizante em escolas públicas, que atendem a maioria dos estudantes em condições socioeconômicas menos favorecidas da nossa população”, explica Belletati. Nessa rodada de entrevistas, foram entrevistados seis alunos do curso de letras, três de licenciatura em física e um de ciências biológicas – 10 no total.

Desta vez, foram questionados sobre como enfrentavam as dificuldades mencionadas na entrevista anterior, sua vida escolar no ensino médio, escolaridade de seus familiares e como achavam que esses fatores influenciavam seu desempenho na graduação.

Corrida de obstáculos

A falta de tempo foi a dificuldade número um apontada pelos graduandos. “O tempo é mais escasso para alunos em condições econômicas desfavoráveis porque estes exercem atividade remunerada e perdem muitas horas em deslocamento para a universidade”, explica a autora da tese. Além disso, os alunos consideraram os exames complicados e reclamaram que as dificuldades apresentadas nas provas não eram revistas.

“Os alunos percebem lacunas de aprendizagem de conteúdos que deveriam ter aprendido na educação básica e consideram alguns conteúdos novos muito complexos”

A formação anterior ao ingresso também foi colocada como um problema. Segundo a educadora, “os alunos percebem lacunas de aprendizagem de conteúdos que deveriam ter aprendido na educação básica e consideram alguns conteúdos novos muito complexos”.

Nos cursos de letras e licenciatura em física, apesar das barreiras, os índices de evasão de alunos egressos de escolas públicas foram inferiores aos dos provenientes de escolas particulares. Por outro lado, em ciências biológicas, a evasão foi consideravelmente maior entre os estudantes vindos de escolas públicas (7,4%) do que os ex-alunos de escolas particulares (1,6%).

Quando são analisados cursos mais concorridos, essa situação se torna mais recorrente. O curso de publicidade e propaganda, por exemplo, teve 13,6% de evasão de alunos de escolas públicas contra apenas 2,4% de alunos vindos de escolas particulares. A situação é parecida em cursos como medicina (1,8% contra 0,2%), odontologia (5,7% contra 2,6%), arquitetura (3,7% contra 0,7%) e relações internacionais (6,6% contra 4,2%).

Atenção diferenciada

Para Belletati, a formação pedagógica dos professores – que hoje não é exigida – é essencial para a melhoria desse quadro. Normalmente, o docente não conhece o passado do aluno, o que impede uma atuação diferenciada, avalia a pesquisadora, que defende a formação contínua e institucionalizada dos formadores.

Normalmente, o docente não conhece o passado do aluno, o que impediria uma atuação diferenciada

Dessa forma, os professores estariam mais bem preparados para ajudar os alunos com mais dificuldades, que, segundo o estudo, precisam de auxílio para organizar seu tempo, superar lacunas de aprendizagem da educação básica e aprender a estudar na universidade – “que é muito diferente, pois, nesse nível de educação, precisam atingir níveis de compreensão necessários a criação, reflexão e teorização”.

Belletati acredita que uma formação pedagógica permanente também possibilitaria uma reflexão mais profunda sobre a função da universidade, “que entendemos ser a formação profissional, científica e política.”

“Ela também permitiria um debate mais amplo sobre a elitização da universidade, tanto no ingresso como no seu interior, e sobre outras questões específicas da docência”, conclui a pesquisadora.

Rafael Foltram
Especial para a Ciência Hoje On-line/ SP